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BMW K1300S

Paulo Laureano
Paulo Laureano Mota

Veio substituir a BMW K1200GT, ao fim de 3 anos. É uma BMW K1300S; a versão mais desportiva do mesmo motor (sem atingir o radicalismo da K1300RR).

São 175 cavalos numa mota, pelo que a resposta do motor a qualquer estimulo é excelente. A posição de condução é bastante menos confortável que na GT. A manobrabilidade é maior, o peso é menor, e a sensação de estar a guiar algo “completamente diferente” da mota anterior é algo que eu procurava...

 

As primeiras impressões: Lisboa - Porto - Lisboa

300km em auto-estrada não será a minha primeira escolha para a rodagem de uma mota. Seria preferencialmente estradas de montanha, com muitas curvas, em que se passe pelas várias mudanças, a uma velocidade moderada pelo próprio percurso é o ideal... No entanto, tinha levantado a mota há sete dias e esta foi a primeira oportunidade de sair da cidade.

O motor é em tudo familiar para quem teve uma K1200GT. Mais nervoso, mais potente, “mais do mesmo”... A velocidade de cruzeiro confortável é mais baixa (~140km/h) que na GT (~160km/h). Há menos protecção aerodinâmica consequentemente mais vento e mais turbulência. A mota é menos confortável, mais “leve” e “divertida”.

A segunda versão do ESA (electronically adjustable suspension) é uma evolução muito feliz da anterior. Basicamente permite mudar em andamento entre diferentes regulações da suspensão (“sport”, “normal” e “confort”, para uma ou duas pessoas) e ao contrário da anterior versão a “sport” não é excessivamente dura e a “confort” não torna a mota “saltitona”.

A caixa é a melhor e mais precisa que alguma vez vi numa BMW. A subir mudanças podemos usar embraiagem em modo automático, o que é “giro” e “eficiente”.

A posição de condução é “diferente” e muda bastante a sensação de guiar uma mota relativamente ao que estava habituado (depois de toda a vida ter andado em motas de “trail” ou de “turismo". Não desgosto em trajectos curtos, acho até mais piada, mas o desgaste é muito maior em tiradas longas.

O equipamento necessário para a mota também é diferente... com mais vento já não é qualquer blusão que serve (porque tem que ser justo, apertado e não se encher de ar), levo com mais insectos visto que não tenho o vidro à frente, com mais agua se estiver a chover, etc. No passado (com a GS, RT e GT) ficaram os tempos de ir a fumar em viagem; agora o capacete anda “fechado”.

 

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